O médico Henrique Papini e a defesa do engenheiro Rafael Bicalho, de 27 anos, condenado a 5 anos e 5 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de tentativa de homicídio simples cometido contra o médico querem recorrer da decisão, indicando que a luta na Justiça continua. A sentença foi divulgada no início da madrugada desta sexta-feira (28), em Belo Horizonte.
De um lado, o médico disse que ficou aliviado, mas entende que a não aplicação das qualificadoras não foi a mais justa. “Vamos continuar lutando para uma pena que seja mais justa, conforme a lei”, disse. Mas, “só de ele ter sido condenado mostra para a gente que não ficou impune e não ficará”.
Do outro, a defesa de Rafael Bicalho alegava, antes do julgamento, que o caso deveria ser tratado como lesão corporal e não como tentativa de homicídio. Apesar de condenado por tentativa de homicídio, o júri não considerou as qualificadoras que poderiam aumentar a pena.
“O jurado verificou que não tinha futilidade, que não tinha crueldade, tirou todas as qualificadoras, reconheceu que o nosso constituinte agiu sob o domínio de violenta emoção logo após injusta provocação da vítima. Mostramos que o Papini teve uma participação nesse desfecho trágico. Não merecido, mas trágico”, argumentou Zanone Júnior, advogado de defesa de Bicalho.
Ele não concordou com o cálculo da pena. “O juiz parece que quis dar uma resposta social ao caso”, acrescentou.
A reportagem entrou em contato com o MPMG e aguarda um retorno.
O caso
Rafael Bicalho espancou Henrique Papini na saída da boate Hangar 667, no bairro Olhos d’Água, na região Oeste, no dia 7 de setembro de 2016.
Segundo o inquérito da Polícia Civil, o motivo da agressão estaria relacionado a um envolvimento amoroso. Papini teria ficado com a ex-namorada de Bicalho, o que teria desencadeado o ataque.
Fonte: Itatiaia


