Mais de 500 suspeitos de violência contra mulher são presos em MG em março


A Operação Integrada Aurora, com foco no combate à violência contra mulher, realizada ao longo do mês de março, resultou em 523 prisões em todo o estado de Minas Gerais.

Além das prisões, a operação, que contou com apoio de 21 mil profissionais em todo o estado, realizou cerca de 40 mil atendimentos.

Os dados foram repassados pelo diretor do Centro Integrado de Comando e Controle, Leonardo de Oliveira.

A ação foi realizada de forma conjunta pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Secretaria de Estado e Desenvolvimento Social (Sedese), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Ministério Público, Defensoria Pública de Minas Gerais, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

O diretor do Centro Integrado de Comando e Controle, Leonardo de Oliveira, reforça que, apesar do pensamento comum, os crimes de violência contra mulher vão muito além do feminicídio e da violência sexual. Segundo Leonardo, existem ainda os crimes voltados para o abuso psicológico.

“A população costuma entender que a violência contra mulher vai muito em cima da agressão física, e não, ele é muito mais. A Lei Maria da Penha classifica vários crimes de violência contra mulher, inclusive violência psicológica, moral, patrimonial”, afirma o diretor que completa com um alerta: “Se você é mulher, está em um relacionamento, e é proibida de estudar, de trabalhar, de ter amigos, de ter uma vida social. Isso tudo é um tipo de violência.”

O diretor reforça ainda a importância dos amigos e familiares ficarem atentos a comportamentos que possam ligar a uma possível violência doméstica e, se necessário, denunciarem. De acordo com Leonardo de Oliveira, apenas no mês de março, o disque denúncia anônimo recebeu 439 registros de violência doméstica.

“Todas essas denúncias foram apuradas, algumas viraram inquérito, e no final houveram prisões. A população pode ter total confiança no disque denúncia, porque ele é 100% anônimo. É um serviço que o estado oferece”, detalha o diretor do Centro Integrado de Comando e Controle.

O disque denúncia pode ser acessado por meio do número 181. Segundo Leonardo, todo o processo de denúncia é sigiloso para preservar a privacidade da vítima e assegurar a eficência do processo. “É importante que as pessoas tenham ciência do que o Estado está fazendo, dos resultados das ações, para que tenham coragem de denunciar”, finaliza Leonardo.





Fonte: Itatiaia