Moradores do bairro Lagoinha ficam sem luz após queda de árvore: ‘Cemig não quer resolver’


Moradores do bairro Lagoinha, na Região Noroeste de Belo Horizonte, ficaram sem energia elétrica nesta quarta-feira (16), depois que uma árvore caiu e atingiu a fiação elétrica na rua Itapecerica. Agora, depois de uma trégua no temporal e com a retirada da árvore, a energia está sendo reestabelecida na região, menos na casa de Jorge Moreira.

Isso porque a árvore atingiu o padrão da casa dele, arrancando uma peça que é de responsabilidade do cliente consertar, segundo a Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig). No imóvel, moram 15 pessoas – Jorge, suas cinco irmãs e os filhos e parceiros deles. Além disso, também funciona uma sorveteria no local.

O morador lamenta: “se eu quiser ter luz, eu vou ter que dar um jeito, porque a Cemig falou que ela não pode pôr a mão”, afirma. Os funcionários que foram até o local explicaram que o serviço deles se limita ao que está de fora do imóvel, e o problema aconteceu dentro da casa.

Os funcionários também teriam pedido um prazo de 15 dias para reestabelecer o fornecimento de energia no imóvel. Porém, somente nesta quarta-feira (16), Jorge já teve um grande prejuízo com a sorveteria. “Eu perdi picolé, perdi sorvete que estava na máquina de sorvete expresso. Eu estou com três máquinas paradas, dois freezers desligados”, desabafa.

Os problemas não param por aí. Reformas na casa não são tão simples assim, já que o imóvel é tombado. “Esse aqui é um imóvel bastante velho, de 1929. Foi dos meus avós, depois dos meus pais e agora estamos nós, meus irmãos”, explica.

Alagamentos são recorrentes na rua Itapecerica

Além da queda da árvore, Jorge também lidou com um alagamento que invadiu a sua casa e a sorveteria nesta quarta-feira (16). “Ali sobe um uma galeria de água fluvial que foi feita errada quando eles canalizaram a favela”, descreve.

O morador já se mantem preparado, com uma barreira para a água na frente do comércio. “Tem que colocar essa proteção porque a água quando sobe ela chega até mais do que isso”, comenta. Além dele, outros moradores da rua também sofrem com o problema.





Fonte: Itatiaia