A Justiça de Minas Gerais determinou, nesta sexta-feira (18), em audiência de custódia, a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva de Michael Douglas Crivellari, de 29 anos. Ele é acusado de matar a companheira, Bruna Crivellari — que estava grávida — a facadas.
O crime aconteceu na quarta-feira (16), na Vila Marçola, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo as investigações, o assassinato teria sido motivado por questões financeiras.
Na decisão, a juíza Giselle Maria Coelho Albuquerque explicou que, caso o suspeito fosse colocado em liberdade, ele poderia representar risco à ordem pública. “É indiscutível que o crime de feminicídio é causador de temeridade na sociedade e, portanto, a paz social deve ser restabelecida, ainda que, para tal, seja sacrificada a liberdade individual do autuado, pois, caso contrário, a sua liberdade representaria não apenas risco à ordem pública, como teria o condão de ocasionar sentimento de impunidade, tanto na sociedade quanto, principalmente, para o próprio criminoso”, afirmou.
Dono da casa encontrou a vítima caída no chão
O corpo de Bruna foi encontrado no chão da casa do casal. Familiares, preocupados após ela não responder a mensagens nem atender ligações, acionaram o proprietário do imóvel. Ele cerrou a grade da janela e entrou no local, encontrando a vítima já sem vida.
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada por volta das 10h da manhã, e Michael foi preso em flagrante.
Às autoridades, ele relatou que, após o crime, tomou clonazepam — medicamento ansiolítico com efeito sedativo — e dormiu ao lado do corpo.
A vítima foi velada e sepultada na tarde de quinta-feira (17), no cemitério da Saudade, na região Leste de Belo Horizonte.
Fonte: Itatiaia


