Jogadora de 13 anos é vítima de racismo em campeonato de handebol no interior de Minas


Uma atleta de 13 anos do time da cidade de Campestre, no
Sul de Minas Gerais
, foi vítima de racismo durante um campeonato de handebol realizado na cidade nessa quinta-feira (19).

A equipe de Campestre enfrentou a de Poço de Caldas em partida válida pelo Campeonato Mineiro de Handebol Cadete Feminino 2025 — Zonal B.

A suspeita do crime é uma atleta do time de Poço de Caldas, de 19 anos. Ela assistia ao jogo na arquibancada.

Após as ofensas, a
Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG)
foi acionada e se deslocou para o ginásio aonde a partida era disputada.

A mãe da vítima relatou aos policiais que a filha era chamada de “macaca e gorila” quando pegava na bola.

Quando os militares chegaram no local, a suspeita havia ido embora. No entanto, a denúncia foi confirmada por testemunhas e a mulher foi qualificada.

A Federação Mineira de Handebol (FMH) lamentou o episódio e informou que suspendeu preventivamente a atleta envolvida de todas as competições organizadas por ela e pela
Confederação Brasileira de Handebol
.

Além disso, a suspeita está impedida de adentrar nos locais de jogos, inclusive arquibancadas. “Esta medida cautelar tem caráter provisório e vigorará até o julgamento definitivo do processo disciplinar instaurado para apurar os fatos em questão”, afirmou.

A Prefeitura de Campestre se posicionou, lamentou o episódio e informou que colabora com as autoridades competentes.

“Reiteramos nosso apoio irrestrito à atleta vítima, à sua família e à comunidade escolar, e renovamos nosso compromisso na luta contra o racismo e todas as formas de preconceito”, disse.





Fonte: Itatiaia