Campanha “Salve a Julinha” precisa de R$3,3 milhões até outubro


A luta pela vida da menina Júlia Pontes Teixeira Domingues, de 4 anos, entrou em uma nova etapa. Nesta semana, a mãe da menina de São Domingos do Prata, Fernanda Pontes Teixeira, anunciou que a família fará o primeiro pagamento à farmacêutica Viralgen para iniciar a produção da matéria-prima para o medicamento necessário para tratar “Julinha”. Essa etapa adianta o início do tratamento, que tem previsão de estar pronto e começar em fevereiro de 2026.

No entanto, a família precisa quitar completamente a fabricação do remédio até outubro de 2025, pois, do contrário, a produção será interrompida. Segundo a mais recente atualização da campanha “Salve a Julinha”, divulgada na última terça-feira (19), foram arrecadados R$14.747.904,00, que correspondem a 81,93% dos R$18 milhões necessários. Isso significa que a família terá cerca de dois meses para arrecadar os R$3.252.096,00 restantes.

Por isso, Fernanda renovou o pedido de ajuda às comunidades do Médio Piracicaba e do Brasil, para conseguir o quanto antes a totalidade dos R$18 milhões. No próximo dia 7 de setembro, São Domingos do Prata recebe um Encontro de Carros Antigos em prol da campanha: as inscrições custam R$70,00, dão direito a brindes e podem ser realizadas através da plataforma Sympla. O endereço para doações e compra das rifas pode ser acessado aqui. 

Relembre

Júlia foi diagnosticada em dezembro do ano passado com Lipofuscinose Ceróide Neuronal Tipo 7 (CLN7), uma doença raríssima, com menos de 100 casos diagnosticados em todo o mundo. A enfermidade é muito grave, irreversível e incurável, e mina pouco a pouco as capacidades físicas do portador, como enxergar, falar, movimentar-se e engolir. Uma vez perdida, essa habilidade não pode ser recuperada.

Imediatamente, Fernanda e o pai de Júlia, Alan Domingues, iniciaram as buscas por um tratamento para a filha. Eles encontraram uma única saída, uma pesquisa experimental desenvolvida pela Elpida Therapeutics em parceria com a Southwestern Medical Center, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. No entanto, a continuidade dessa pesquisa depende de um pagamento de US$3 milhões, o equivalente a R$18 milhões.

Em 22 de janeiro, a família iniciou a campanha Salve a Julinha, que logo mobilizou a comunidade do Médio Piracicaba. Foram dezenas de ações, como rifas, sorteios, jogos esportivos, pedágios solidários, bazares, vendas, entre muitas outras. A campanha extrapolou os limites da região, arrebanhando o apoio de personalidades de Minas Gerais e do Brasil, e com ações de arrecadação até no exterior. Agora, ela precisa de um novo gás para chegar a 100% do valor necessário.





Fonte: A Notícia