Carro do atestado: Polícia Civil investiga vídeo que mostra veículo de som anunciando venda em BH


A Polícia Civil de Minas Gerais abriu investigação para apurar o teor das imagens que ganharam as redes sociais, mostrando um carro circulando pelas ruas do bairro Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte, com caixas de som oferecendo atestados médicos.

“A PCMG ressalta que está apurando os fatos com o devido rigor, a fim de identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias da ocorrência. Informações adicionais serão divulgadas à medida que o inquérito policial avançar”, informou na manhã desta quarta-feira (7).

O autor do vídeo é o empresário Felipe Rodrigo, de 37 anos, que tem mais de 16 mil seguidores em uma rede social. À Itatiaia, ele explicou o que ocorreu. “Foi quarta-feira passada. Eu havia ido à farmácia com a minha esposa na avenida Magenta. Quando saí, virei o veículo e escutei ‘carro do atestado passando na sua rua’. Ainda comentei com a minha esposa e ela respondeu: “Você tá doido?”’

Questionado pela reportagem se conseguiu anotar a ‘placa do carro do atestado’, o empresário disse que nem pensou nessa possibilidade no momento. “Nem preocupei com isso. Tanto que gravei o vídeo, postei nos meus stories e marquei um amigo, falando que já vi de tudo no bairro, como carro do ovo, carro do abacaxi e que carro do atestado era a primeira vez”, disse.

A suspeita se confirmou depois que ele relata ter ouvido pela segunda vez o anúncio do atestado a R$ 50. “Peguei o celular e comecei a gravar. Sempre vi carro do ovo, carro do abacaxi… Agora, o carro do atestado foi a primeira vez”, disse.

Viralizados

O flagra inusitado é BH não é único. Há vários vídeos semelhantes nas redes sociais, como Tiktok, alguns divulgados como memes.

Comprar ou vender documentos falsificados é crime, previsto no Código Penal Brasileiro. O autor pode responder por estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documento. Quem compra e usa fere o artigo 304, que versa sobre o uso de documento falso, com pena de um a cinco anos de prisão, além do pagamento de multa.





Fonte: Itatiaia