Casal de influencers que divulgava jogo do Tigrinho é investigado por apostas ilegais em BH; uma das vítimas perdeu R$ 200 mil


Um casal de influencers que mora no bairro Lindeia, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte, está sendo investigado por divulgar jogos de azar, entre eles o Tigrinho, e rifas sem a autorização do Ministério da Fazenda. Nessa terça-feira (24), a Polícia Civil fez uma operação na casa da dupla.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos e os policiais apreenderam um carro de luxo, uma moto aquática, duas motocicletas, joias, bolsas de grife, dinheiro, celulares e uma máquina de cartão. O valor dos bens recolhidos é de cerca de R$ 682 mil.

As investigações apontam que os suspeitos usavam as redes sociais para divulgar plataformas de jogos e apostas on-line, prometendo ganhos elevados e rápidos aos seguidores. Segundo a polícia, uma das vítima perdeu R$ 200 mil.

De acordo com a delegada Marcelle Bacellar, além dos delitos relacionados com a exploração de jogos de azar, o casal pode responder por crime contra as relações de consumo.

“Eles divulgavam serviços de forma enganosa, induzindo consumidores a acreditar na possibilidade de ganhos fáceis e irreais”, disse.

Eduardo Magalhães, de 33 anos, e Alycia Ribeiro, de 23, são investigados por lavagem de dinheiro, por causa do uso de recursos ilícitos para compra e ocultação de patrimônio. Como apurado pela polícia, os recursos obtidos com a prática criminosa eram utilizados para aquisição de bens de luxo e financiamento de viagens.

A delegada disse ainda que o casal tem um canal com conteúdo adulto pago na internet.

A Itatiaia não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos.

Pistola sem registro

Durante a ação na casa dos suspeitos, o homem foi preso em flagrante por posse ilegal de uma pistola Glock .380, sem registro, mas, conforme previsão legal, após a autuação, ele pagou fiança e foi solto.

A operação foi realizada pela 2ª Delegacia Especializada na Investigação de Crimes Cibernéticos, unidade vinculada ao Departamento Estadual de Combate à Corrupção e Fraudes (Deccof), com 24 policiais civis.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema e apurar o total dos valores movimentados.





Fonte: Itatiaia