Em 3 meses, BH tem 41% dos casos de hepatite A de todo 2024; vacinação é ampliada


A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) inicia nesta terça-feira (22) a ampliação da vacinação contra a hepatite A1. A medida segue a recomendação do Ministério da Saúde e beneficiará usuários da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).

Em 2024 foram 176 casos confirmados e, em 2025, somente no primeiro trimestre 73.

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Além disso, pessoas que tiveram contato com casos positivos da doença também serão imunizadas, mediante avaliação e contato prévio da equipe da Secretaria Municipal de Saúde. A campanha de vacinação disponibilizará as 3 mil doses recebidas em unidades específicas.

O esquema vacinal poderá ser de uma ou duas doses, dependendo da condição e comprovação vacinal de cada indivíduo.

Indicação da vacina

  • Usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP)

Os usuários da PrEP devem ser vacinados contra a Hepatite A independentemente de contato com pessoa positiva para a doença. Para os usuários de PrEP acompanhados no SUS, em Serviços de Atenção Especializada (SAE), a vacina será ofertada preferencialmente no mesmo local de acompanhamento. Para os que fazem acompanhamento na atenção primária ou em serviços privados, a vacina será ofertada preferencialmente no serviço onde o usuário retira a PrEP.

  • Contactantes sexuais e domiciliares de casos confirmados da doença

Equipes de rastreamento da Secretaria Municipal de Saúde estão fazendo contato com casos confirmados de Hepatite A, solicitando o nome e telefone dos contatos sexuais e domiciliares ocorridos durante o período de transmissão. Com estes dados, a equipe de rastreamento fará contato com as pessoas indicadas para melhor compreensão da época da exposição e avaliação da indicação da vacina.

Os endereços dos locais podem ser conferidos aqui.

Hepatites

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.

De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão da hepatite A é fecal-oral (contato de fezes com a boca). A doença tem grande relação com alimentos ou água inseguros, baixos níveis de saneamento básico e de higiene pessoal. Outras formas de transmissão são o contato pessoal próximo (intradomiciliares, pessoas em situação de rua ou entre crianças em creches), contato sexual.

Fadiga, mal-estar, febre, dores musculares são os primeiros sintomas, conforme a pasta. Esses podem ser seguidos de sintomas gastrointestinais como: enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia.





Fonte: Itatiaia