Homem morto em bairro nobre de BH tem passagens por furto e é suspeito de tentar assaltar assassino


A Polícia Civil de Minas Gerais tenta entender o que aconteceu com o homem encontrado morto na esquina da rua Arturo Toscanini com a avenida do Contorno, no bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A vítima foi encontrada caída, com marcas de tiros no peito e na cabeça e uma toalha no rosto na noite dessa sexta-feira (2).

A Itatiaia apurou que o rapaz tem ao menos 11 passagens pela polícia por furto, roubo, ameaça, tráfico de drogas, agressão, lesão corporal e uso de drogas. A principal ocorrência em que ele aparece como autor envolve o crime de furto.

Homem pode ter sido morto após tentativa de assalto

A Polícia Civil investiga se o homem encontrado morto teria morrido após tentar assaltar o dono de um estabelecimento na região. Além dos disparos de arma de fogo, os moradores disseram à PM que teriam escutado o que seria uma discussão. Segundo relatos preliminares, o dono do estabelecimento pode ter reagido ao crime.

No boletim de ocorrência, a PM afirma que tentou contato com o dono desse estabelecimento, mas encontrou o local fechado. Agora, a investigação tenta acessar câmeras de segurança do bairro para esclarecer o crime. Até o momento, ninguém foi preso.

Onda de furtos no Santo Antônio

A morte do homem acontece em meio a uma onda de assaltos no bairro Santo Antônio, um dos metros quadrados mais caros de BH. No entanto, a polícia afirma que ainda não é possível saber se há relação entre os crimes recentes na região e o assassinato do rapaz.

A reportagem ouviu moradores da região que reclamam da intensa criminalidade do bairro. Segundo eles, os criminosos quebram os vidros dos veículos para roubar pertences, como celular, notebook, mochilas e tudo o que eles encontrarem ali dentro. Eles quebram o vidro e levam os objetos embora.

Os moradores reclamam que isso tem acontecido dia após dia, em várias ruas do Santo Antônio. Muitos deles relataram à reportagem que já nem fazem mais boletins de ocorrência, tamanha a frequência dos crimes.

“Eu fiquei sabendo, através de um clube que eu faço parte aqui na região, que tem várias pessoas relatando que realmente tem assaltos, quebra de vidro e roubo de celular nesses quarteirões. Eles (criminosos) já levaram vários carros, quebraram vários vidros e assaltaram idosos”, conta o produtor musical Haroldo Moura.

Um trabalhador que atua no bairro conta que foi vítima dos assaltantes. “Eu mesmo já fui furtado, sabe? Furtaram uns pertences meus dentro do carro. Eles arrombaram a porta e levara, caixa de ferramenta, pneu, estepe. Agora, a pessoa a gente não sabe quem é, mas quem fica no prejuízo sou eu. De quem eu vou correr atrás para conseguir receber?”, reclama.





Fonte: Itatiaia