Um homem identificado como Denner Patrick de Souza, 35 anos, foi indiciado por tentativa de feminicídio, invasão de dispositivo eletrônico e injúria depois de tentar matar a ex-companheira, de 31 anos, com um caco de vidro em BH.
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito na última sexta-feira (11) e apresentou os detalhes do caso nesta segunda-feira (14). Conforme a corporação, o suspeito tem um mandado de prisão em aberto, mas está foragido.
As investigações apontam que o casal se relacionou por dois anos e a jovem decidiu se separar. Depois, continuaram conversando. No dia do crime, segundo a delegada Ariane Pimenta, titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher em BH, os dois voltavam de um curso que faziam juntos quando Denner a atacou com um caco de vidro no pescoço em plena rua Jacuí, no bairro Colégio Batista, região Leste de BH.
De acordo com a delegada, o suspeito pediu para reatar o relacionamento e, ao receber uma negativa, disse que iria dar um colar para ela. Com essa justificativa, se virou para o banco traseiro, pegou um objeto e se aproximou do pescoço da vítima, quando fez o corte.
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Após o corte, os dois se envolveram em uma luta e a mulher conseguiu tirar o vidro da mão do suspeito. Nesse momento, o homem passou a agredi-la com tapas e socos. A mulher conseguiu se desvencilhar, sair do carro e gritar por ajuda.
Ao ouvirem os apelos da vítima, que gritava “ele vai me matar”, um casal que passava na rua e uma vizinha conseguiram ajudar a mulher em meio às agressões. A vizinha chegou a gritar de volta para que o homem parasse de agredir a mulher, além de dizer que já tinha chamado a polícia.
Depois das agressões, os crimes continuaram. Segundo a Polícia Civil, a vítima acabou deixando os pertences pessoais, incluindo o celular, no carro do homem. O suspeito utilizou o aparelho para acessar conversas da mulher com outras pessoas em aplicativos de mensagens.
O homem começou ainda a fazer transmissões ao vivo por redes sociais com a intenção de justificar as agressões.
Ciúmes abusivo
De acordo com a delegada Ariane Pimenta, esse foi um caso atípico, já que o suspeito não tinha histórico de ser agressivo durante o relacionamento com a vítima. No entanto, o homem sempre apresentou ciúmes e chegou a controlar com quem a mulher se relacionava, inclusive, profissionalmente.
“Ele não foi tão típico porque nunca chegou a agredi-la ou ameaçá-la, mas o ciúmes foi escalonando. Sempre exacerbado, controlando a vítima e onde ela ia. Inclusive, ela é profissional liberal, e ele tentava controlar até os pacientes dela”, detalha a delegada.
Foragido
Apesar do mandado de prisão em aberto, o homem ainda está foragido. Segundo a delegada Ariane Pimenta, a situação impõe medo para a vítima, que não está conseguindo trabalhar. A delegada pede que quem tiver informações sobre o suspeito entre em contato pelo número de denúncia anônima (181).
“A vítima está temerosa. Ela não consegue voltar a trabalhar porque está com medo de possivelmente encontrar o autor. Então, enquanto ele está solto, a vítima está presa em casa”, completa a policial.
Fonte: Itatiaia


