Moradores do bairro Lagoinha ficam sem luz por quase 10 horas após queda de árvore


Moradores do bairro Lagoinha, na Região Noroeste de Belo Horizonte, ficaram sem energia elétrica nesta quarta-feira (16), depois que uma árvore caiu e atingiu a fiação elétrica na rua Itapecerica. O fornecimento foi interrompido por volta das 7h e só foi retomado às 16h30 de hoje, depois que o temporal na cidade deu uma trégua.

A Cemig informou que a queda interrompeu o fornecimento de energia para cerca de 500 clientes na região, e esclareceu que “em ocorrências deste tipo, é necessária a retirada da árvore, com o apoio do Corpo de Bombeiros, e posteriormente a recomposição da rede”. Por causa da complexidade da operação, a religação só foi possível à tarde.

Outra queda de árvore causou transtornos em BH, desta vez na Savassi. Nesta quarta (16), a Defesa Civil informou que já choveu mais do que o esperado para todo o mês de abril em Belo Horizonte. Diversas áreas estão em alerta de risco geológico.

Morador mais atingido

Só uma casa da rua Itapecerica não teve a luz religada, a de Jorge Moreira. Isso porque a árvore atingiu o padrão da casa dele, arrancando uma peça que é de responsabilidade do cliente consertar, segundo a Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig). No imóvel, moram 15 pessoas – Jorge, suas cinco irmãs e os filhos e parceiros deles. Além disso, também funciona uma sorveteria no local.

O morador lamenta: “se eu quiser ter luz, eu vou ter que dar um jeito, porque a Cemig falou que ela não pode pôr a mão”, afirma. Os funcionários que foram até o local explicaram que o serviço deles se limita ao que está de fora do imóvel, e o problema aconteceu dentro da casa.

Os funcionários também teriam pedido um prazo de 15 dias para reestabelecer o fornecimento de energia no imóvel. Porém, somente nesta quarta-feira (16), Jorge já teve um grande prejuízo com a sorveteria. “Eu perdi picolé, perdi sorvete que estava na máquina de sorvete expresso. Eu estou com três máquinas paradas, dois freezers desligados”, desabafa.

Os problemas não param por aí. Reformas na casa não são tão simples assim, já que o imóvel é tombado. “Esse aqui é um imóvel bastante velho, de 1929. Foi dos meus avós, depois dos meus pais e agora estamos nós, meus irmãos”, explica.

Posição da Cemig

No caso de Jorge Moreira, a Cemig informou que a queda de árvore danificou o padrão de entrada da residência dele. “Os técnicos da empresa orientaram o cliente que é necessário que seja feito o reparo no equipamento, que é de responsabilidade do consumidor, conforme determina a Resolução 1000 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Dessa forma, esse cliente permanece desligado para que seja feito o conserto e não haja nenhum risco relacionado à eletricidade para os moradores do imóvel ou da população que mora ou transita no local”, explicou a empresa, em nota enviada à Itatiaia.

Assim que o padrão da residência for consertado, a Cemig deve ser acionada para religar a energia elétrica.

Alagamentos recorrentes

Além da queda da árvore, Jorge também lidou com um alagamento que invadiu a sua casa e a sorveteria nesta quarta-feira (16). “Ali sobe um uma galeria de água fluvial que foi feita errada quando eles canalizaram a favela”, descreve.

O morador já se mantem preparado, com uma barreira para a água na frente do comércio. “Tem que colocar essa proteção porque a água quando sobe ela chega até mais do que isso”, comenta. Além dele, outros moradores da rua também sofrem com o problema.





Fonte: Itatiaia