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ex-prefeito de Unaí, cidade no interior de Minas, Antério Mânica
Em 28 de janeiro de 2004, os fiscais do Ministério do Trabalho, Eratóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares e Nelson José da Silva e o motorista Aílton Pereira de Oliveira foram emboscados em uma estrada de terra, próxima de Unaí, que fica a 600 quilômetros de Belo Horizonte. As vítimas faziam visitas de rotina em propriedades rurais.
O carro do Ministério do Trabalho foi abordado por homens armados que mataram os fiscais à queima-roupa. A fiscalização visitava a região para apurar denúncias de trabalho escravo.
Antério Mânica e o irmão dele, Norberto Mânica, foram apontados como mandantes do crime. O empresário Hugo Alves Pimenta, que teria intermediado a contratação de matadores de aluguel, também foi denunciado. Eles foram levados a júri popular duas vezes. O primeiro julgamento foi anulado. Na segunda votação, foram condenados a penas que variavam entre 31 e 65 anos de prisão.
A primeira condenação de Antério Mânica foi em 2015, com pena de 100 anos de prisão. No entanto, em 2018, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) anulou a sentença e determinou novo julgamento. Em 2022, ele foi novamente condenado — desta vez a 64 anos de prisão, com direito a recorrer em liberdade.
A pena foi ampliada em novembro de 2023, quando a 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) aumentou a punição para 89 anos e determinou a execução imediata da sentença. Mânica se entregou à Polícia Federal em setembro de 2024. Por motivos de saúde, obteve autorização judicial para cumprir prisão domiciliar em novembro do mesmo ano. Além de Antério, seu irmão, Norberto Mânica, também foi condenado como mandante da chacina.
Fonte: Itatiaia


