‘Novo Cangaço’ em Guaxupé (MG): agência bancária segue fechada e cidade retoma rotina aos poucos


A retomada dos serviços na agência da Caixa Econômica Federal em Guaxupé, no Sul de Minas, ainda não tem data para acontecer. Criminosos do “Novo Cangaço” usaram explosivos para ter acesso ao cofre do local, na madrugada da terça-feira (8), mas não conseguiram pegar o dinheiro. Das 15 pessoas que a polícia acredita que participaram do crime, apenas uma foi presa.

Em nota à Itatiaia, a Caixa afirmou que passa as informações sobre crimes em suas agências exclusivamente às autoridades policiais e que coopera “integralmente com as investigações dos órgãos competentes”. O banco ainda disse que irá informar a data de reabertura da agência em um momento oportuno.

Até lá, os clientes da Caixa podem ter acesso aos serviços do banco em agências nas cidades vizinhas de Guaranésia, Muzambinho ou Monte Santo de Minas, e em lotéricas da cidade. O banco ainda disponibiliza atendimento por meios dos canais digitais e por telefone.

Apesar da agência continuar fechada, a rotina volta aos poucos na cidade de 40 mil habitantes. Comerciantes contam que a população teve medo inicialmente, mas que agora a situação já está sob controle. “Está tudo tranquilo agora. Ontem estava todo mundo mais nervoso, em choque. Mas hoje já voltou ao normal”, detalhou o vendedor Mateus.

O crime

Na madrugada desta terça-feira (8), criminosos do “Novo Cangaço” explodiram uma agência da Caixa Econômica Federal e dispararam tiros de fuzil contra a sede da 79ª Cia da Polícia Militar em Guaxupé, no Sul de Minas Gerais.

De acordo com o delegado Marcos Pimenta, que investiga o caso, cerca de 15 criminosos podem estar envolvidos na ação. A suspeita é que eles tenham fugido em direção à São Paulo. Na noite de terça, horas após o crime, Fabiano Pereira Lima foi preso por suspeita de integrar a quadrilha. Ele foi abordado em Ribeirão Preto (SP), cidade a cerca de 160 km de Guaxupé.

O novo cangaço é um crime cometido por grupos armados que invadem cidades, dominam a população, atacam sedes da polícia e explodem agências bancárias. O termo é usado para designar ações violentas que ocorrem no Brasil desde os anos 1990.

O ataque em Guaxupé é o quarto no Sul de Minas nos últimos quatro anos. Os outros foram registrados em Camanducaia (2024); Itajubá (2022) e Varginha (2021).





Fonte: Itatiaia