O pastor de 51 anos,
suspeito de abusar sexualmente de diversos fiéis
O caso veio à tona após o pastor que presidia uma igreja evangélica do bairro Jardim Vitória, na regional Nordeste de BH, renunciar o cargo após a repercussão. Pelo menos sete mulheres denunciaram o suspeito. A polícia confirmou também que uma das vítimas tinha 12 anos quando foi abusada e era filha de outra vítima.
Ainda conforme a PC, o homem foi indiciado seis vezes por estupro, duas por importunação sexual e cinco vezes por violação sexual mediante fraude. A prisão preventiva foi solicitada, mas a Justiça negou.
O suspeito não compareceu à delegacia e alegou que estava doente. Agora a Polícia Civil solicitou novamente a prisão preventiva do homem.
As denunciantes alegam que os crimes aconteceram durante anos e que o pastor afirmava que os cometia por determinação divina. Em entrevista à Itatiaia, as mulheres detalharam o que sofreram. Os relatos se assemelham em alguns pontos. A maioria dos abusos acontecia na própria igreja. Elas tinham medo de denunciar o pastor, e uma contou que o suspeito a fez jurar sob a Bíblia que manteria o silêncio. Todas deixaram a igreja.
“Esses abusos aconteceram durante 20 anos e, após diversas vítimas conseguirem romper esse silêncio, além de outras testemunhas que tomaram conhecimento desse fato, somaram a essa ampla gama de conhecimento onde conseguimos ter a certeza de que esse pastor cometeu todos esses abusos sexuais durante esses anos”, disse a delegada responsável pelo caso, Larissa Mascotte.
Relato das vítimas
Conforme as investigações que começaram em abril, o pastor teria começado os abusos após conquistar a confiança das mulheres que frequentavam os cultos.
“Ele me sentou no colo dele e pôs a mão no meu seio”, diz uma mulher de 35 anos, abusada desde os 16. Uma vítima, 33, que participou da igreja desde os 15, conta: “Ele me deu três tapas na bunda e falou comigo que eu merecia aqueles tapas por não ter ido no dia do culto”.
Outra denunciante, 32, afirma que ouviu do pastor: “Faço essas coisas com você, mas eu sei que é errado”. Uma ex-integrante da igreja, 50, contou que a filha, de 11, também foi vítima de abusos.
Fonte: Itatiaia


