Suspeitos se ‘acusam’ ao verem policiais, fogem gritando, mas acabam presos em BH


Dois suspeitos foram presos nesta quinta-feira (22) pela
Polícia Militar de Minas Geais
(PMMG) com drogas e dinheiro em espécie, no bairro São Paulo, região Nordeste de Belo Horizonte. Durante um patrulhamento no local, as duas pessoas correram quando viram a viatura, gritando “azul”, termo usado para alertar sobre a presença da Guarda em área de
tráfico
.

A dupla estava na rua Padre José Alves, próximo à entrada do
Parque Municipal Guilherme Lage
. Diante da atitude suspeita, foi feito acompanhamento tático e abordagem. Uma das suspeitas, Diana Kate Miranda de Souza, estava com 20 pinos de substância análoga à
cocaína
, uma bucha de
maconha
e R$ 70,00 em espécie.

Diana confessou que havia saído há pouco tempo da prisão, e que a droga seria levada para outro suspeito dentro do parque. A dupla dela, Hilton Porto de Oliveira, faria sua segurança e recolheria o pagamento.

Os dois suspeitos presos já tem passagens pela polícia por
tráfico de drogas
. Foi necessário usar algemas por causa da resistência dos dois à prisão e por risco de fuga.

Parque Municipal Professor Guilherme Lage já foi cenário de outros crimes

Em julho do ano passado, uma
mulher de 45 anos foi estuprada e brutalmente agredida dentro do Parque Municipal Professor Guilherme Lage
. O suspeito agrediu e estuprou a vítima, depois tentou matá-la com pedradas na cabeça. Para escapar do criminoso, ela teve de fingir de morta.

À época, a Itatiaia conversou com moradores da região,
que disseram que sentem medo de frequentar o parque
. “Quase todo dia a gente ouve falar de caso de estupro lá. O parque virou ponto de prostituição e drogas”, disse uma idosa que preferiu não se identificar.

Outro disse que ele e outras famílias já não passeavam mais no parque, que já foi um ambiente de diversão para a família. “Sou morador do bairro e o parque está abandonado já tem muito tempo. Um mar verde lindo, com campo de futebol, completamente abandonado. As famílias deixaram de frequentar o local”, disse

Já em abril de 2023,
o corpo de uma outra mulher, de 40 anos, foi encontrado no mesmo local
. A vítima era uma mulher em situação de rua, conhecida na região e apelidada de “Mãezona”. Ela foi encontrada com duas marcas de tiros na cabeça, e a polícia não soube informar a motivação ou um possível suspeito desse crime.

*Sob supervisão de Lucas Borges





Fonte: Itatiaia